IMPEACHMENT!

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Por Bispo Sinvaldo Coelho

O assunto mais comentado da semana pelos noticiários, certamente foi a possibilidade do impeachment da presidente Dilma.

Impeachment é uma palavra de origem inglesa que significa “impedimento” ou “impugnação”. É utilizada como um modelo de processo instaurado contra altas autoridades governamentais acusadas de infringir os seus deveres funcionais, impedindo-as assim, de continuar exercendo as funções para as quais foram eleitas.

A base para a instauração de um impeachment são o abuso de poder, crimes normais e crimes de responsabilidade, assim como qualquer outro atentado ou violação à Constituição.

Por ser uma expressão da atualidade não encontramos esta palavra na Bíblia Sagrada, entretanto, encontramos princípios que caraterizam bons governantes e que são mencionados e descritos por toda a Bíblia.

Provérbios 29.2 declara: “Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme”.

Claramente o texto está dizendo o bem que o povo terá ao assumir o poder um governante justo e o sofrimento causado por um mau governante.

Com base neste texto podemos julgar os atos de um governo e discernir se é bom ou mau, pois, a medida é a forma como se encontra a população sob aquele governo. Eu pergunto: “Nosso povo está se alegrando ou sofrendo?”

Por ocasião da queixa dos gregos quanto ao tratamento das viúvas em Atos 6, os apóstolos determinaram as qualidades necessárias para cuidar do erário e de sua distribuição a fim de prover as necessidades diárias: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio”.

As qualidades são: boa reputacao, cheios do Espírito Santo e Sabedoria. Mas, no governo democrático, a decisão passa pela escolha do povo. O texto diz: “Escolhei”.

Muitas vezes o povo sofre em virtude de suas escolhas erradas e as consequências sempre virão como decorrência de nossas escolhas, sejam elas certas ou erradas.

Por outro lado vemos o exemplo de uma excelente escolha e decisão tomada por um governo monárquico no antigo Egito. Após, Faraó receber a interpretação de seu sonho e as instruções sabias, observe o relato de Gênesis 41. (“…previna-se agora de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito…. ….ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura. E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem o trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. Assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome”.), palavras estas esclarecedoras através de José, até então um escravo, sobre o que deveria fazer.

Faraó considera agradáveis as palavras de José e decide por nomear o próprio para desempenhar a função. Observemos o texto: “37 E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos. 38 E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? 39 Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu. 40 Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu. 41 Disse mais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito”.

Neste texto além da excelente escolha de Faraó encontramos a gestão inteligente e sabia de José para aproveitar os anos de crescimento econômico, investir arduamente no progresso do agronegócio da nação e poupar para suster os anos de dificuldades futuras.

Quando me deparo com este texto sinto-me no dever de fazer uma pergunta: “O que fizemos com o grande crescimento econômico dos últimos anos? Quais investimentos escolhemos para prover o futuro de nossa nação para o tempo de dificuldades?” A resposta é óbvia, mas, prefiro me silenciar e deixar os amados chegarem às suas próprias conclusões.

Retornado ao tema impeachment e ao versículo inicial (“Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme”.), exponho que devemos orar por nossa nação e governantes, mas, também devemos escolher sabiamente e de acordo com princípios éticos e morais, pois, ao contrario pereceremos.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz…

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