CORAÇÃO ABRASADO NO JUBILEU, IDENTIDADE REAL DE UM WESLEYANO!

Por Bispo Sinvaldo Coelho

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” – Lm. 3.21.

A experiência do coração abrasado é um marco na vida de John Wesley, é um divisor de águas em sua relação pessoal com Deus e em seu serviço ao Mestre e aos homens.

Esta experiência deve ser um profundo e intimo desejo de todo servo genuinamente wesleyano. Não há como prosseguir nesta linha de “esplendor sem fim”, sem este selo do Espírito Santo.

Ser um Wesleyano requer como parte integrante de seu genes, de seu caráter, de sua essência ser e estar completamente comprometido com a marca do Espirito Santo que abrasa profundamente suas motivações, seu intelecto, suas emoções, seu espirito e o conduz a gloriosa missão de Proclamar Vida e Transformar Gerações!

Um Wesleyano de raiz, um wesleyano que por livre vontade escolheu ser wesleyano deverá buscar incessantemente o avivamento, a conversão de sua vida, a transformação de sua índole, a modificação de seus pensamentos, palavras e atitudes.

Ser Wesleyano é lembrar e cativar no profundo de sua alma, de seu coração o amor a Deus e ao próximo como expressão máxima do caráter do Filho revelado aos homens por meio de Sua Graça e de Seu Corpo sobre a terra.

Ser Wesleyano é desenvolver uma fé atuante, pratica, que restaura o ferido, perdoa pecados, cura enfermos, discípula ao crescimento e maturidade cristã, alimenta a fome e sacia a sede do necessitado, educa seus filhos e levanta uma nova geração de discípulos comprometidos com Cristo.
Ser Wesleyano no ano do Jubileu é pôr em pratica o seu real significado: “Santificar ao Senhor, Proclamar liberdade, Perdoar as dívidas, Restaurar a possessão e a família!” – Lv. 25.10 a 15, 27.24.

Ao pensarmos no dia do coração abrasado, do pastor e esposa wesleyanos devemos aproveitar e trazer a memória os princípios da fé wesleyana, revermos nossas praticas, alinharmos com a Bíblia e sairmos pelos campos e valados restaurando a fé, a vestimenta de festa, o anel do filho que está perdido.

Proclamemos uma grande festa para celebrarmos o Jubileu do amor e do perdão, do reencontro e da restauração, da comunhão e da restituição, do clamor de alegria e de libertação!

Façamos uso das palavras do Mestre Jesus: ““O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação.” – Lc. 4.18.

ABENÇOADO DIA DO PASTOR E ESPOSA WESLEYANO DE CORAÇÃO ABRASADO NO JUBILEU DE OURO PARA AS NOSSAS VIDAS!
Bp. SCC 201705

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NÃO VAI TER GOLPE!

Bispo Sinvaldo Coelho

Estas têm sido as palavras utilizadas por interlocutores de um grupo político que tem sede de poder e quer manter-se a todo custo no governo, mesmo que para isso promovam terrorismo e um embate civil entre classes sociais.

São defensores do assim chamado “estado de direito”, mas qual estado de direito? O deles, de fazerem de tudo, seja abertamente ou em surdina, para manterem-se no poder?

Não um poder qualquer, porém um poder absoluto, nepotista, corporativista, ditatorial, que não aceita nenhuma contrariedade aos seus pensamentos e determinações e que tenta manipular os menos esclarecidos e carentes de nossa população com bolsas de auxílio, quando deveriam promover a educação, a saúde, a segurança pública, a capacitação para que alcançassem por meritocracia níveis mais altos em seus empregos e na sociedade, trazendo dignidade a todos e não dependência contínua de políticos mal intencionados que pretendem manter o povo inculto para facilitar os seus próprios interesses pessoais.

Em outro aspecto, existe uma parte da população formada por um grupo que deseja exatamente isto para continuar gozando do privilégio de não fazer absolutamente nada para mudar a sua condição socioeconômica por meio dos estudos e trabalho árduo e que deseja manter este “estado de direito” para permanecer usufruindo das migalhas do estado.

O segundo grupo é composto por aqueles que desejam manter este estado de coisas para continuar ocupando seus altos cargos comissionados nas mais diversas estâncias governamentais a custo de uma política de assistencialismo e compra de votos com a troca de favores políticos e indicações para as funções estatais que trazem grande prestígio e polpudos salários com ampla oportunidade de conchavos nas concorrências públicas e grandes obras junto às empreiteiras e empresas particulares.

Ora! Será que já não se instalou em praticamente todas as áreas e níveis de poderes em nosso país o golpe?

Golpe contra o povo que se sustenta a duras penas com um esforço descomunal para cumprir suas obrigações familiares, empregatícia e ainda cobrir o rombo da Petrobras pagando um preço absurdo nos combustíveis quando a política internacional paga os preços mais baixos no barril.

Golpe contra o povo que por falta de uma política séria e honesta tem que buscar auxílio médico nas farmácias praticando a automedicação, pois, não encontra médicos suficientes para atendê-los nos hospitais e muito menos remédios.

Golpe contra a moralidade, contra a honestidade, contra a integridade, quando vemos, ouvimos e aprendemos que quem se dá bem no Brasil são os espertos, os que possuem “QI”, os apadrinhados, aqueles que desvirtuam as leis ao seu favor.

Golpe contra os mestres quando pagamos salários ridículos à maioria absoluta dos professores, não valorizamos a carreira e perdemos os excelentes educadores e formadores de uma nação para outras profissões que apesar de dignas, mas que não possuem a função de formar uma nação.

Golpe contra a família constituída, célula manter da sociedade, que tem por meta educar e formar seus filhos quando a mesma é atacada por todos os lados, seja por decisões governamentais ou pela televisão que com sua programação imoral denigre a honestidade e fidelidade no lar, questiona o casamento tradicional, inculca que tudo é relativo e permissivo em uma sociedade pós-moderna.

Golpe contra a Igreja quando dizem que o cristianismo é o ópio do povo, quando relativizam as verdades absolutas da Palavra de Deus, quando criam leis e mecanismos para amordaçar a boca de seus profetas e tentar impedi-los de proclamar a única verdade que pode mudar transformar e impedir este estado de deteriorização moral, familiar, social e cívica que estamos vendo em nossa sociedade.

Golpe contra Deus quando tentamos ser deuses, salvadores da pátria, senhores da terra e não O adoramos, não O proclamamos em nossas decisões, em nossa pátria e achamos que somos capazes de resolver os nossos dilemas atuais, vindouros e eternos sem reconhecê, sem busca-Lo e sem pedir o Seu auxílio.

Golpe contra nós mesmos, contra nossos entes mais queridos, quando aceitamos tudo isso pacatamente e não demonstramos nossa insatisfação, mas, simplesmente trocamos o nosso voto por uma telha, uma camiseta, um prato de feijão, um favor político e depois ficamos a murmurar pelos cantos, sendo que, estes senhores são fruto (consequência) de nossa sociedade e de nosso voto, pois fomos nós que os formamos e que os colocamos onde estão.

Por tudo isso acima descrito e por conhecer os valores transformadores da palavra de Deus contidos nas Sagradas Escrituras, por saber que Deus deseja implantar Seu Reino de paz, de justiça e de amor sobre a terra é que não posso ficar alijado ao processo, distante de todos os fatos.

Não! Eu não me esconderei! Eu não me calarei! Eu não ficarei de largo!

Colocar-me-ei de pé, na torre de vigia, clamarei bem alto ao Senhor, entregarei minha vida como sacrifício vivo, santo é agradável, conclamarei aqueles que estão ao meu redor para o jejum, a oração, as vigílias, os clamores.

Tocarei trombeta na Região! Tocarei trombeta em São Paulo! Gritarei bem alto: “Onde estão os Elias do tempo presente”? Levantarei a minha voz aos céus, aos quatro

cantos da terra e suplicarei para que Deus levantem “Davis” e “Samueis” para este tempo de destruição.

Clamarei com todas as forças de minha alma a Deus: “Levanta-te em nosso auxílio, e resgata-nos por amor das tuas misericórdias.” – Sl. 44.26.

Declararei a todo o povo que se chama pelo nome do Senhor dos Exércitos: “assim, agora mesmo diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade… Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, convocai uma assembleia solene. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai as crianças, e os que mamam; saia o noivo da sua recamara, e a noiva do seu aposento. Chorem os sacerdotes, ministros do SENHOR, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa a teu povo, ó SENHOR.” – Joel 2.

Proclamarei a todos aqueles que não creem em Deus: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho.” – Mc. 1.15. “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.” – At. 3.19.

Bp. SCC 20160317

IMPEACHMENT!

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Por Bispo Sinvaldo Coelho

O assunto mais comentado da semana pelos noticiários, certamente foi a possibilidade do impeachment da presidente Dilma.

Impeachment é uma palavra de origem inglesa que significa “impedimento” ou “impugnação”. É utilizada como um modelo de processo instaurado contra altas autoridades governamentais acusadas de infringir os seus deveres funcionais, impedindo-as assim, de continuar exercendo as funções para as quais foram eleitas.

A base para a instauração de um impeachment são o abuso de poder, crimes normais e crimes de responsabilidade, assim como qualquer outro atentado ou violação à Constituição.

Por ser uma expressão da atualidade não encontramos esta palavra na Bíblia Sagrada, entretanto, encontramos princípios que caraterizam bons governantes e que são mencionados e descritos por toda a Bíblia.

Provérbios 29.2 declara: “Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme”.

Claramente o texto está dizendo o bem que o povo terá ao assumir o poder um governante justo e o sofrimento causado por um mau governante.

Com base neste texto podemos julgar os atos de um governo e discernir se é bom ou mau, pois, a medida é a forma como se encontra a população sob aquele governo. Eu pergunto: “Nosso povo está se alegrando ou sofrendo?”

Por ocasião da queixa dos gregos quanto ao tratamento das viúvas em Atos 6, os apóstolos determinaram as qualidades necessárias para cuidar do erário e de sua distribuição a fim de prover as necessidades diárias: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio”.

As qualidades são: boa reputacao, cheios do Espírito Santo e Sabedoria. Mas, no governo democrático, a decisão passa pela escolha do povo. O texto diz: “Escolhei”.

Muitas vezes o povo sofre em virtude de suas escolhas erradas e as consequências sempre virão como decorrência de nossas escolhas, sejam elas certas ou erradas.

Por outro lado vemos o exemplo de uma excelente escolha e decisão tomada por um governo monárquico no antigo Egito. Após, Faraó receber a interpretação de seu sonho e as instruções sabias, observe o relato de Gênesis 41. (“…previna-se agora de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito…. ….ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura. E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem o trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. Assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome”.), palavras estas esclarecedoras através de José, até então um escravo, sobre o que deveria fazer.

Faraó considera agradáveis as palavras de José e decide por nomear o próprio para desempenhar a função. Observemos o texto: “37 E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos. 38 E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? 39 Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu. 40 Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu. 41 Disse mais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito”.

Neste texto além da excelente escolha de Faraó encontramos a gestão inteligente e sabia de José para aproveitar os anos de crescimento econômico, investir arduamente no progresso do agronegócio da nação e poupar para suster os anos de dificuldades futuras.

Quando me deparo com este texto sinto-me no dever de fazer uma pergunta: “O que fizemos com o grande crescimento econômico dos últimos anos? Quais investimentos escolhemos para prover o futuro de nossa nação para o tempo de dificuldades?” A resposta é óbvia, mas, prefiro me silenciar e deixar os amados chegarem às suas próprias conclusões.

Retornado ao tema impeachment e ao versículo inicial (“Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme”.), exponho que devemos orar por nossa nação e governantes, mas, também devemos escolher sabiamente e de acordo com princípios éticos e morais, pois, ao contrario pereceremos.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz…

MENSAGEM PARA REFLETIR!

por Bispo Sinvaldo Coelho

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As minhas decisões influenciam milhares de vidas, portanto, como figura pública que sou, que exerço liderança e autoridade sobre pessoas, famílias e Igrejas, eu não tenho o direito de decidir sobre a minha vida e meu ministério e tomar qualquer decisão que seja, de deixar o que estou fazendo e onde estou servindo, sem avaliar as implicações espirituais, emocionais, materiais, financeiras e eclesiásticas sobre a vida daqueles que investiram e acreditaram em minha vida, que seguem as minhas prédicas e exposições, que creem em meu testemunho e contribuem com suas orações, apoio, serviço e finanças, ou seja, das ovelhas de Cristo que de alguma forma, em algum dia foram cuidadas através de meu pastoreio.

Não devo jamais esquecer que ao entregar minha vida a Cristo, ao me submeter ao Seu chamado e ao aceitar a sua comissão, que “eu” por livre e espontânea vontade, abri mão de meu livre arbítrio e o dispôs como sacrifício vivo, santo é agradável ao Senhor como um único, verdadeiro e derradeiro holocausto.

Como verdadeiro Servo servidor devo dizer e com minha vida espelhar: “Não vivo eu, mas, Cristo vive em mim”, portanto, devo mais do que nunca abrir mão de meus direitos, minhas razões, meus próprios sonhos e continuar no caminho de esplendor sem fim até o dia que devo me apresentar diante do trono de Deus.